Todos os anos, em 20 de setembro, a cultura e as tradições gaúchas ganham ainda mais destaque no Sul do Brasil. A data, conhecida como Dia do Gaúcho, relembra o início da Revolução Farroupilha, também chamada de Guerra dos Farrapos, um dos acontecimentos mais marcantes da história do Rio Grande do Sul.
Como começou a Revolução Farroupilha?
A Revolução Farroupilha começou em 20 de setembro de 1835, na então Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, durante o período regencial do Império brasileiro.
Entre as causas do movimento estavam insatisfações políticas e econômicas de setores da sociedade rio-grandense com o governo central. Um dos principais pontos de conflito envolvia a economia do charque, produto fundamental para a região. Os produtores locais enfrentavam dificuldades para competir com o charque vindo do Uruguai e da Argentina, enquanto reclamavam da política tributária adotada pelo Império.
Naquele 20 de setembro, forças revolucionárias ligadas a Bento Gonçalves da Silva avançaram sobre Porto Alegre. O episódio marcou o início de um conflito que se prolongaria por quase dez anos.
A República Rio-Grandense
A revolta ganhou novas proporções em 1836. Depois da vitória farroupilha na Batalha do Seival, Antônio de Souza Netto proclamou a República Rio-Grandense, também conhecida como República de Piratini.
A partir daquele momento, parte dos revolucionários passou a defender uma organização republicana separada do Império. Bento Gonçalves se tornaria uma das principais lideranças políticas e militares do movimento.
A guerra ultrapassou as fronteiras do atual Rio Grande do Sul. Em 1839, forças farroupilhas chegaram a Laguna, em Santa Catarina, onde, com a participação de nomes como Giuseppe Garibaldi e David Canabarro, foi proclamada a chamada República Juliana.
Esse episódio cria uma ligação histórica particularmente interessante entre a Revolução Farroupilha e Santa Catarina.
Uma história de coragem, mas também de contradições
Com o passar do tempo, a Revolução Farroupilha tornou-se um dos principais símbolos da identidade gaúcha. Entretanto, conhecer sua história significa também compreender suas complexidades.
O conflito envolveu proprietários rurais, militares, trabalhadores, mulheres, homens livres e pessoas negras escravizadas ou libertas. Entre os grupos que ganharam destaque estavam os Lanceiros Negros, combatentes fundamentais nas forças farroupilhas.
Pesquisas do Arquivo Histórico do Rio Grande do Sul mostram justamente a importância de ampliar a leitura tradicional da Revolução, incorporando a participação de negros, mulheres, soldados e da população comum.
Além disso, apesar da participação de pessoas negras nas tropas revolucionárias e de promessas de liberdade vinculadas ao serviço militar, a escravidão não foi formalmente abolida pela República Rio-Grandense. Esse aspecto mostra que a Revolução Farroupilha foi um processo histórico complexo, marcado tanto por ideais políticos quanto pelas profundas desigualdades da sociedade brasileira do século XIX.
Como terminou a Revolução Farroupilha?
Depois de quase uma década de combates, desgaste militar e negociações, a guerra caminhou para seu encerramento.
As tratativas envolveram lideranças farroupilhas e forças imperiais comandadas por Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias. Em 1845, os entendimentos de paz encerraram o conflito e reintegraram os revolucionários à ordem imperial.
Terminava assim uma guerra iniciada em setembro de 1835 e que deixaria marcas profundas na história política, social e cultural do Sul do Brasil.
Por que comemoramos o Dia do Gaúcho em 20 de setembro?
O 20 de setembro tornou-se uma data de preservação da memória e das tradições gaúchas justamente por marcar o início da Revolução Farroupilha.
Atualmente, a data ultrapassa a lembrança dos acontecimentos militares. Ela também está associada à valorização da cultura gaúcha, do tradicionalismo, da música, da culinária, das danças, da vida no campo e dos costumes transmitidos entre gerações.
No Sul do Brasil, essas tradições ultrapassaram as fronteiras do Rio Grande do Sul.
As raízes gaúchas também chegaram ao Meio-Oeste Catarinense
A história de Santa Catarina possui forte relação com os movimentos populacionais vindos do Rio Grande do Sul.
Ao longo das gerações, famílias gaúchas chegaram a diferentes regiões catarinenses levando consigo costumes, formas de trabalhar a terra, gastronomia, religiosidade e tradições que contribuíram para a identidade das comunidades locais.
No Meio-Oeste de Santa Catarina, essa herança pode ser percebida em muitos hábitos que permanecem presentes na vida cotidiana: no chimarrão compartilhado, na culinária, nas festas comunitárias, no trabalho rural e na hospitalidade característica das famílias do interior.
No Refúgio Entre Rios, localizado em Lacerdópolis, valorizamos essa conexão com nossas raízes e com a história das pessoas que ajudaram a formar nossa região.
Celebrar o Dia do Gaúcho também é reconhecer essa herança.
É recordar a história sem deixar de compreender suas complexidades e, sobretudo, preservar aquilo que atravessou gerações: o respeito pela terra, a vida no campo, a hospitalidade e o orgulho de nossas raízes.

Se você está planejando uma viagem pelo Meio-Oeste de Santa Catarina e procura um roteiro em Lacerdópolis, prepare-se para encontrar um destino onde a experiência acontece em um ritmo diferente.
Em vez de grandes atrações e lugares movimentados, Lacerdópolis oferece paisagens rurais, pequenas propriedades, gastronomia colonial, pesca, vinhos, trilhas, história e contato com a natureza.
Por isso, uma das melhores formas de conhecer o município é justamente evitar a pressa.
Neste guia, preparamos duas sugestões: um roteiro de 1 dia em Lacerdópolis, para quem possui pouco tempo, e um roteiro de 2 dias, para quem deseja aproveitar a região com mais tranquilidade.
Os horários são apenas sugestões. Além disso, como alguns atrativos são propriedades familiares e empreendimentos rurais, recomendamos confirmar previamente horários, condições de visitação e necessidade de agendamento.
Antes de começar: conheça o Caminho Encantos de Lacerdópolis
Boa parte dos lugares apresentados neste roteiro está relacionada ao Caminho Encantos de Lacerdópolis, iniciativa que reúne experiências de turismo rural, gastronomia, pesca, cultura, história e natureza no município.
Entre os empreendimentos apresentados no lançamento oficial da rota estão Cantina Prando, Casa Colonial São Roque, Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo, Hotel e Restaurante do Tinho, J&C Pesqueiro, Morro do Céu, Museu Memórias da Terra, Pesque Pague Cascata, Pesque Pague Pilati e Sítio Penso.
Antes de viajar, vale conhecer nossa matéria completa sobre o Caminho Encantos de Lacerdópolis. Assim, você poderá escolher as experiências que mais combinam com seu perfil.
Roteiro de 1 dia em Lacerdópolis
Se você dispõe de apenas um dia, não recomendamos tentar visitar todos os atrativos.
A melhor experiência será combinar natureza + cultura + gastronomia + contemplação.
8h30 – Comece o dia com tranquilidade
Se estiver hospedado no Refúgio Entre Rios, aproveite o começo da manhã sem pressa.
Um bom café da manhã, alguns minutos observando a natureza e uma caminhada curta são maneiras de começar o passeio no mesmo ritmo que caracteriza o interior.
A ideia é sair por volta das 9h para iniciar o roteiro.
9h00 – Sítio Penso
A primeira parada sugerida é o Sítio Penso.
O atrativo reúne elementos de natureza e memória rural, incluindo caminhada, cachoeira e espaços relacionados à história da propriedade.
Reserve aproximadamente 1h30 a 2 horas para a experiência.
Para quem gosta de fotografia, natureza e história, vale fazer a visita com calma.
Tempo sugerido: 9h às 11h.
11h15 – Cantina Prando
Depois da natureza, nossa sugestão é conhecer um pouco da tradição italiana presente na região.
Na Cantina Prando, uvas, vinhos e outros produtos derivados ajudam a contar parte dessa história.
Durante a época da uva, a experiência pode ganhar características diferentes devido à própria sazonalidade da produção.
Tempo sugerido: 11h15 às 12h.
12h15 – Hora de experimentar os sabores de Lacerdópolis
Para o almoço, existem diferentes possibilidades.
Quem deseja combinar alimentação e pesca pode verificar o funcionamento do Pesque Pague Cascata ou do Pesque Pague Pilati.
Outra alternativa é consultar restaurantes da cidade antes da viagem.
O mais importante é reservar pelo menos 1h30 para o almoço. Afinal, estamos falando de um roteiro pelo interior, onde a proposta é justamente desacelerar.
Tempo sugerido: 12h15 às 13h45.
14h00 – Museu Memórias da Terra
Depois do almoço, siga para uma experiência cultural.
O Museu Memórias da Terra preserva objetos e elementos relacionados ao cotidiano das famílias da região.
Ferramentas, utensílios e peças antigas ajudam a compreender como diferentes gerações viveram e trabalharam no interior.
É uma parada especialmente interessante para quem viaja com crianças e adolescentes, pois permite mostrar objetos que fizeram parte da rotina de seus avós e bisavós.
Tempo sugerido: 14h às 15h15.
15h30 – Produtos coloniais e sabores locais
Depois do museu, reserve um período para conhecer produtos da região.
A Casa Colonial São Roque é uma das possibilidades, com produtos relacionados à tradição gastronômica do interior.
Dependendo da disponibilidade e do agendamento, essa parada pode se transformar em uma experiência de café colonial.
Outra possibilidade é conhecer produtos relacionados ao Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo, reforçando a conexão entre turismo e gastronomia regional.
Tempo sugerido: 15h30 às 16h30.
16h45 – Termine o passeio contemplando Lacerdópolis
Para encerrar o roteiro, nossa escolha é o Morro do Céu.
A proposta aqui muda completamente.
Não há necessidade de correr.
Caminhe, observe a paisagem e espere o final da tarde.
O portal turístico municipal apresenta o local como uma experiência ligada à contemplação e caminhadas, tornando-o especialmente interessante para finalizar o dia.
Tempo sugerido: 16h45 até próximo ao pôr do sol.
Depois, retorne para sua hospedagem e encerre o dia com tranquilidade.
Roteiro de 2 dias em Lacerdópolis
Se você puder permanecer dois dias em Lacerdópolis, a experiência fica ainda melhor.
Nesse caso, recomendamos separar os passeios por temas.
DIA 1 — História, cultura e gastronomia
O primeiro dia será dedicado a conhecer as pessoas, os sabores e algumas das histórias que ajudaram a formar Lacerdópolis.
9h00 – Museu Memórias da Terra
Comece pela história.
Visitar o museu logo no início ajuda a compreender melhor vários elementos que você encontrará posteriormente: agricultura, objetos antigos, costumes e o modo de vida das famílias do interior.
Tempo sugerido: 9h às 10h15.
10h30 – Cantina Prando
Depois, siga para a Cantina Prando.
A influência italiana está presente na formação histórica de Lacerdópolis, e a produção de uvas e vinhos representa uma maneira saborosa de conhecer essa herança.
Tempo sugerido: 10h30 às 11h45.
12h00 – Almoço
Reserve o período entre 12h e 14h para almoçar.
Para famílias, um estabelecimento que reúna alimentação e área de lazer pode ser particularmente interessante.
Já casais podem optar por uma experiência mais tranquila e prolongar o almoço antes do passeio da tarde.
14h00 – Casa Colonial São Roque
A próxima parada é dedicada aos sabores do interior.
Pães, bolos, bolachas e outros produtos coloniais ajudam a preservar receitas e tradições familiares.
Caso queira uma experiência específica, como café colonial, consulte previamente a necessidade de agendamento.
Tempo sugerido: 14h às 15h30.
15h45 – Produtos e gastronomia regional
Se houver disponibilidade, aproveite para conhecer outros produtos locais.
O Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo representa outro lado da gastronomia regional, especialmente ligado à tradição da produção de derivados suínos.
Essa diversidade ajuda a mostrar que a gastronomia de Lacerdópolis vai muito além de uma refeição: ela também conta a história econômica e cultural das famílias.
17h00 – Morro do Céu
Encerre o primeiro dia no Morro do Céu.
Chegar antes do pôr do sol permite caminhar, observar a paisagem e escolher um bom lugar para simplesmente contemplar.
Para casais, essa talvez seja uma das paradas mais interessantes de todo o roteiro.
Depois disso, retorne ao Refúgio.
DIA 2 — Natureza, pesca e vida no interior
Depois de um primeiro dia voltado à história e à gastronomia, o segundo será dedicado principalmente ao contato com a natureza.
8h30 – Manhã no Refúgio
Não tenha pressa para sair.
Se estiver hospedado no Refúgio Entre Rios, aproveite a manhã para caminhar pela propriedade e observar o ambiente rural.
Depois do café, prepare-se para o passeio.
9h30 – Sítio Penso
Reserve uma parte maior da manhã para o Sítio Penso.
A combinação de trilha, natureza, cachoeira e memória rural faz dessa uma experiência que merece mais tempo.
Em um roteiro de dois dias, você não precisa olhar constantemente para o relógio.
Tempo sugerido: 9h30 às 11h45.
12h00 – Almoço e pesca
Aqui temos algumas alternativas.
O Pesque Pague Cascata pode combinar pesca e gastronomia, enquanto o Pesque Pague Pilati é outra possibilidade para famílias.
Já quem possui maior interesse especificamente pela pesca esportiva pode considerar o J&C Pesqueiro.
Como funcionamento e atividades podem variar, principalmente em estabelecimentos rurais, confirme diretamente com o local antes da visita.
Tempo sugerido: 12h às 15h.
15h30 – Escolha sua experiência
Agora, em vez de determinar mais uma parada obrigatória, recomendamos escolher de acordo com seu perfil.
Para famílias com crianças: prolongue a experiência em um pesque-pague ou procure atividades que ofereçam estrutura para os pequenos.
Para casais: faça uma visita gastronômica, conheça produtos locais ou simplesmente volte mais cedo para aproveitar a hospedagem.
Para quem gosta de pesca: dedique a tarde ao J&C Pesqueiro ou a outro espaço do roteiro.
Para quem procura natureza: retorne com calma pelas estradas rurais, fazendo da própria paisagem parte do passeio.
Essa flexibilidade é importante porque um roteiro de viagem deve orientar — e não transformar férias em uma agenda de compromissos.
17h00 – Volte para o Refúgio e continue a experiência
Existe uma razão para sugerirmos o retorno antes de anoitecer.
O passeio não precisa terminar quando você volta para a hospedagem.
No Refúgio Entre Rios, o hóspede ainda pode aproveitar o lago, caminhar pela propriedade, descansar no chalé ou simplesmente observar o final da tarde.
A proposta é fazer com que a hospedagem também seja parte do roteiro.
Qual roteiro escolher?
Se você tem apenas um dia, priorize:
Sítio Penso → Cantina Prando → almoço → Museu Memórias da Terra → produtos coloniais → Morro do Céu.
Essa combinação proporciona uma visão bastante completa de Lacerdópolis.
Se você possui dois dias, recomendamos:
Dia 1: Museu → Cantina → gastronomia → produtos coloniais → Morro do Céu.
Dia 2: Sítio Penso → almoço → pesca → natureza → Refúgio Entre Rios.
Assim, os deslocamentos deixam de ser o centro da programação e você ganha mais tempo para aproveitar cada experiência.
Roteiro para casal em Lacerdópolis
Para uma viagem a dois, priorize experiências mais tranquilas.
Cantina Prando, gastronomia colonial, paisagens rurais e Morro do Céu formam uma excelente combinação.
Depois, reserve parte do dia para simplesmente aproveitar a hospedagem.
Um roteiro romântico não precisa ter muitas atrações. Frequentemente, ter tempo disponível é justamente o que torna a experiência especial.
Roteiro para famílias com crianças
Para famílias, recomendamos alternar atividades culturais com experiências mais dinâmicas.
Museu Memórias da Terra, Sítio Penso e os espaços relacionados à pesca podem proporcionar essa variedade.
Além disso, permitir que as crianças tenham contato com a natureza, pequenos animais, água, agricultura e pesca pode transformar a viagem em uma experiência educativa.
Roteiro para quem gosta de gastronomia
Se comida e produtos regionais são prioridade, organize sua programação em torno da Cantina Prando, Casa Colonial São Roque, produtos artesanais e estabelecimentos gastronômicos locais.
Aproveite também para comprar produtos e levar um pouco dos sabores de Lacerdópolis para casa.
Roteiro para quem procura natureza e tranquilidade
Nesse caso, faça menos.
Sítio Penso pela manhã, almoço tranquilo e Morro do Céu no final da tarde já podem preencher um excelente dia.
Complete a experiência com tempo no Refúgio Entre Rios, caminhada e contato com a natureza.
Essa talvez seja a melhor forma de compreender a proposta turística de Lacerdópolis.
Quanto tempo leva para conhecer Lacerdópolis?
É possível conhecer alguns dos principais atrativos em um dia.
Entretanto, recomendamos permanecer pelo menos duas noites na região para aproveitar os passeios sem transformar a viagem em uma sequência de deslocamentos.
Além disso, uma estadia maior permite incluir destinos próximos, como Ouro, Capinzal, Piratuba e Treze Tílias, dependendo da programação.
Preciso reservar os passeios antecipadamente?
Recomendamos entrar em contato previamente com os estabelecimentos.
Boa parte das experiências está ligada a propriedades familiares, pequenos produtores e empreendimentos rurais. Portanto, horários podem variar e algumas atividades podem exigir agendamento.
Essa confirmação é especialmente importante para cafés, refeições, visitas guiadas e experiências realizadas fora dos horários convencionais.
Onde se hospedar para conhecer Lacerdópolis?
Uma possibilidade é transformar a própria hospedagem em parte da viagem.
O Refúgio Entre Rios, localizado na área rural de Lacerdópolis, permite combinar os passeios pelo município com uma experiência de contato com a natureza.
No Refúgio, o hóspede encontra possibilidades como caminhada pela mata, pesca no lago, banho de riacho no verão e momentos de contemplação e descanso.
Além disso, por estar no interior, a hospedagem combina naturalmente com a proposta do roteiro.
Você sai para descobrir Lacerdópolis durante o dia e retorna para a tranquilidade do campo no final da tarde.
Perguntas frequentes sobre roteiro em Lacerdópolis
O que conhecer em Lacerdópolis em um dia?
Para uma primeira visita, recomendamos combinar Sítio Penso, Cantina Prando, Museu Memórias da Terra, gastronomia colonial e Morro do Céu.
Dois dias são suficientes para conhecer Lacerdópolis?
Sim. Dois dias permitem dividir os passeios entre cultura e gastronomia no primeiro dia e natureza e pesca no segundo, deixando a programação mais tranquila.
Lacerdópolis é um bom destino para casais?
Sim. Turismo rural, vinhos, gastronomia, natureza, paisagens e hospedagens no interior tornam a região interessante para viagens a dois.
O que fazer em Lacerdópolis com crianças?
Famílias podem combinar natureza, pesca, museus, propriedades rurais e experiências gastronômicas. Verifique previamente as condições de cada atrativo para crianças.
Qual é a melhor época para conhecer Lacerdópolis?
O município pode ser visitado durante todo o ano. Entretanto, cada estação oferece experiências diferentes. No verão, atividades ao ar livre ganham destaque; períodos de produção da uva podem valorizar as experiências ligadas às cantinas; e os meses mais frios combinam especialmente com gastronomia e hospedagens rurais.
Mais do que cumprir um roteiro, viva Lacerdópolis
Um bom roteiro em Lacerdópolis não deve ser medido pela quantidade de lugares visitados.
Ele deve ser medido pelas experiências que você leva para casa.
Talvez seja o sabor de um produto colonial.
Uma conversa com uma família que vive no interior.
Uma fotografia do pôr do sol.
Uma criança segurando uma vara de pesca pela primeira vez.
O som da água durante uma caminhada.
Ou simplesmente algumas horas sem notificações, trânsito e compromissos.
Lacerdópolis convida justamente a isso: diminuir o ritmo para perceber melhor cada lugar.
Por isso, escolha seu roteiro, organize sua viagem e deixe também alguns espaços vazios na programação.
Às vezes, são justamente esses momentos que se transformam nas melhores lembranças.
Conhecer uma cidade vai muito além de visitar seus pontos turísticos. Significa experimentar seus sabores, ouvir suas histórias, conhecer quem vive ali e descobrir paisagens que ajudam a explicar a identidade daquele lugar.
É justamente essa a proposta do Caminho Encantos de Lacerdópolis, roteiro turístico criado para valorizar a cultura, as propriedades rurais, a gastronomia, a natureza e os empreendedores do município de Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
O roteiro nasceu de um trabalho de desenvolvimento do turismo local e foi lançado oficialmente em 25 de novembro de 2022, durante as comemorações dos 59 anos de Lacerdópolis. A iniciativa foi desenvolvida com participação do município, empreendedores locais, Conselho Municipal
de Turismo e apoio do Sebrae.
Mais do que reunir lugares para visitar, o Caminho Encantos de Lacerdópolis apresenta diferentes maneiras de viver o interior catarinense.
São experiências relacionadas à colonização italiana, gastronomia, vinhos, produtos coloniais, pesca, trilhas, museus, história, contemplação e turismo rural.
Para quem está hospedado no Refúgio Entre Rios, o roteiro também representa uma oportunidade de transformar alguns dias de descanso em uma verdadeira viagem pela cultura e pelas paisagens de Lacerdópolis.
Como surgiu o Caminho Encantos de Lacerdópolis?
O desenvolvimento do roteiro não aconteceu de uma hora para outra.
Segundo informações divulgadas durante seu lançamento oficial, foram aproximadamente quatro anos de trabalho voltado ao desenvolvimento turístico de Lacerdópolis. O projeto envolveu planejamento, organização dos empreendedores, poder público, Conselho Municipal de Turismo e Sebrae.
O resultado foi a criação de uma rota capaz de apresentar características que já faziam parte da identidade local, mas que passaram a ser organizadas como experiências turísticas.
Além disso, Lacerdópolis integra o Mapa Nacional do Turismo, fortalecendo a organização do município como destino turístico.
A própria sinalização implantada para o Caminho mostra bem sua diversidade: nela aparecem indicações para pesqueiro, pesque-pague, produtos coloniais, museu e gruta, cantina de uvas e vinhos, parque de contemplação e sítio com trilha e café.
O que encontrar no Caminho Encantos de Lacerdópolis?
Um dos pontos fortes da rota é justamente não oferecer apenas um tipo de turismo.
O visitante pode começar o dia conhecendo uma propriedade rural, visitar um museu, experimentar produtos coloniais, descobrir uma cantina, pescar e, posteriormente, contemplar o pôr do sol.
Conheça alguns dos empreendimentos e experiências que ajudaram a formar o Caminho Encantos de Lacerdópolis.
Sítio Penso: trilha, café, natureza e memória
O Sítio Penso representa muito bem a combinação entre turismo rural, natureza e preservação da história.
Quando a rota foi lançada oficialmente, o empreendimento foi apresentado como Sítio Penso – Trilha, Café e Museu Serraria, sob responsabilidade de Clair Penso e Jairo Manarov.
A experiência permite aproximar o visitante da paisagem rural e das memórias de uma época em que pequenas propriedades, serrarias, moinhos e outras atividades ajudavam a movimentar as comunidades do interior.
Por isso, é uma parada especialmente interessante para quem procura natureza, caminhada e história rural em Lacerdópolis.
Cantina Prando: uvas, vinhos e tradição italiana
A presença da cultura italiana é uma característica importante da formação de Lacerdópolis. O próprio portal turístico municipal destaca a origem italiana da colonização e a tradição de produtos coloniais na cidade e no interior.
Nesse contexto aparece a Cantina Prando, empreendimento de Cleide e Amarildo Prando incluído no lançamento oficial do Caminho Encantos de Lacerdópolis.
Uvas, vinhos e produtos derivados ajudam a contar uma história que ultrapassa a gastronomia.
As pequenas cantinas fazem parte da memória de muitas famílias de origem italiana que se estabeleceram no Sul do Brasil. Inclusive, registros históricos do município lembram que, à medida que as primeiras comunidades se desenvolveram, surgiram pequenas casas comerciais, moinhos coloniais e cantinas de vinho.
Visitar uma cantina familiar, portanto, também significa conhecer um pouco dessa herança.
Museu Memórias da Terra: objetos que ajudam a contar uma história
Conhecer o presente fica ainda mais interessante quando entendemos o passado.
O Museu Memórias da Terra, ligado a Amélia e Aldo Da Caz na formação original da rota, preserva elementos relacionados à vida das famílias e ao cotidiano rural.
O acervo reúne memórias representadas por utensílios domésticos, objetos antigos, ferramentas agrícolas e outros elementos utilizados por gerações anteriores. A propriedade também possui trabalhos em pedra e uma gruta relacionada à religiosidade local.
É uma parada especialmente indicada para quem gosta de história, cultura e turismo de memória.
Morro do Céu: um lugar para contemplar
Nem toda experiência turística precisa envolver movimento.
Algumas existem simplesmente para nos fazer parar.
O Morro do Céu, associado a Rosalino Prando na formação do Caminho Encantos de Lacerdópolis, representa o lado contemplativo do roteiro.
Na sinalização turística municipal, essa categoria aparece como parque de contemplação, mostrando a intenção de valorizar a paisagem e o contato com o ambiente rural.
É o tipo de lugar que combina com quem gosta de observar a natureza, fotografar e aproveitar o final da tarde com tranquilidade.
Pesca também faz parte do roteiro
A pesca é outra experiência fortemente presente no turismo de Lacerdópolis.
O Caminho Encantos nasceu contando com diferentes empreendimentos desse segmento, permitindo que famílias, pescadores e visitantes encontrem alternativas para passar algumas horas em contato com a água e a natureza.
Entre eles estão:
J&C Pesqueiro — empreendimento de Camila Ferrari e Juliano Leite incluído originalmente na rota.
Pesque Pague Cascata — representado por Olívia Muller e Rafael Pradella no lançamento do Caminho.
Pesque Pague Pilati — empreendimento de Stefânia e Alexsandro Pilati, também integrante da formação original do roteiro.
Além da pescaria, esses espaços ajudam a fortalecer uma característica muito presente no turismo do interior: passar algumas horas sem pressa, reunindo lazer, natureza e convivência.
Para famílias com crianças, a experiência também pode representar um primeiro contato dos pequenos com a pesca e com a vida rural.
Casa Colonial São Roque: sabores do interior
Outro elemento essencial do Caminho são os produtos coloniais.
A Casa Colonial São Roque, de Helaine Bussacro e Arlan Proner na formação original da rota, representa justamente essa ligação entre turismo e gastronomia.
Os produtos coloniais carregam consigo técnicas, receitas e costumes transmitidos entre gerações.
Pães, bolos, bolachas e outros alimentos preparados de maneira artesanal fazem parte da memória afetiva de muitas famílias do interior de Santa Catarina.
Por isso, conhecer uma casa colonial não significa simplesmente comprar alimentos. É também experimentar um pouco da cultura gastronômica da região.
Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo
A tradição da produção de alimentos também aparece no Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo, de Marceli e Marcelo D’Agostini, integrante do grupo de empreendedores apresentado no lançamento oficial da rota.
A produção de derivados de carne suína possui uma relação muito próxima com a história econômica e gastronômica do interior catarinense.
Isso é especialmente significativo em Lacerdópolis, onde a criação de suínos e aves continua tendo destaque na economia municipal.
Assim, produtos como torresmo e outros derivados também ajudam a contar a história da região por meio da gastronomia.
Hotel e Restaurante do Tinho
O Hotel e Restaurante do Tinho, de Roseli Salvador e Hamilton Debarba, também estava entre os empreendimentos integrantes do lançamento oficial do Caminho Encantos de Lacerdópolis.
A presença de estabelecimentos de alimentação e hospedagem complementa a estrutura turística e permite que o visitante permaneça mais tempo no município.
Mais do que conhecer um ponto isoladamente, a proposta da rota é justamente integrar diferentes serviços e experiências.
Cultura italiana presente no Caminho
Para compreender o Caminho Encantos de Lacerdópolis, também é importante conhecer um pouco da formação do município.
O desenvolvimento da região ganhou força com a construção da estrada de ferro entre São Paulo e Rio Grande do Sul. Posteriormente, chegaram famílias provenientes especialmente de Caxias do Sul e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, muitas delas descendentes de imigrantes italianos.
Com essas famílias vieram hábitos que permaneceram na agricultura, na produção de alimentos, nas cantinas, na religiosidade e na vida comunitária.
Por isso, quando o turista experimenta um vinho artesanal, visita uma propriedade rural ou conhece objetos preservados em um museu, ele também está entrando em contato com fragmentos dessa história.
Mais do que lugares: pessoas que recebem pessoas
Talvez exista um detalhe particularmente importante no conceito do Caminho Encantos de Lacerdópolis.
Durante o lançamento oficial da rota, a hospitalidade foi apresentada como um dos elementos centrais da experiência turística local: além das atrações, destacou-se a alegria e o carisma em receber os visitantes.
Esse aspecto combina muito com o turismo rural.
Diferentemente de grandes destinos onde o visitante pode se tornar apenas mais uma pessoa em meio à multidão, nas pequenas propriedades é comum existir contato direto com quem produz, cozinha, cultiva ou preserva aquele espaço.
E essa conversa pode acabar se tornando uma das melhores lembranças da viagem.
Quanto tempo reservar para conhecer o Caminho Encantos de Lacerdópolis?
Embora seja possível conhecer alguns atrativos em apenas um dia, recomendamos reservar dois dias para aproveitar melhor a experiência.
Isso permite combinar diferentes propostas sem transformar o passeio em uma corrida contra o relógio.
Em um primeiro dia, por exemplo, é possível priorizar história, cultura, produtos coloniais e gastronomia.
Já no segundo, o visitante pode dedicar mais tempo à natureza, trilhas, contemplação e pesca.
Essa divisão também permite retornar ao Refúgio Entre Rios no final de cada dia e continuar aproveitando a tranquilidade do interior.
Antes de visitar, confirme horários e necessidade de agendamento
Como vários participantes do Caminho são pequenos empreendimentos e propriedades rurais, recomendamos verificar antecipadamente os dias e horários de funcionamento e a necessidade de reserva ou agendamento.
Isso é particularmente importante para experiências gastronômicas, cafés, visitas guiadas e atividades realizadas em propriedades familiares.
Além disso, alguns produtos e experiências podem variar conforme a estação do ano.
Na época da uva, por exemplo, uma cantina pode proporcionar uma experiência diferente daquela encontrada em outros períodos.
Essa sazonalidade não diminui o passeio. Pelo contrário: faz parte da autenticidade do turismo rural.
Caminho Encantos de Lacerdópolis e Refúgio Entre Rios
Para quem se hospeda no Refúgio Entre Rios, conhecer o Caminho Encantos de Lacerdópolis pode complementar a própria proposta da estadia.
Depois de acordar em meio à natureza, o visitante pode sair para conhecer propriedades rurais, experimentar produtos locais, descobrir histórias, visitar uma cantina ou pescar.
Posteriormente, retorna ao Refúgio para descansar, caminhar pela propriedade, aproveitar o lago ou simplesmente apreciar o silêncio.
Dessa maneira, a hospedagem deixa de ser apenas um lugar para dormir e passa a funcionar como uma base para descobrir Lacerdópolis e o Meio-Oeste Catarinense.
Perguntas frequentes sobre o Caminho Encantos de Lacerdópolis
O que é o Caminho Encantos de Lacerdópolis?
É um roteiro turístico que reúne experiências relacionadas à cultura, colonização italiana, gastronomia, produtos coloniais, museus, pesca, natureza, trilhas, contemplação, hospedagem e turismo rural de Lacerdópolis. A rota foi oficialmente lançada em novembro de 2022.
Quais lugares fazem parte do Caminho Encantos de Lacerdópolis?
No lançamento oficial da rota foram apresentados Cantina Prando, Casa Colonial São Roque, Frigorífico D’Agostini – Casa do Torresmo, Hotel e Restaurante do Tinho, J&C Pesqueiro, Morro do Céu, Museu Memórias da Terra, Pesque Pague Cascata, Pesque Pague Pilati e Sítio Penso.
Onde fica o Caminho Encantos de Lacerdópolis?
Os atrativos estão distribuídos entre a área urbana e comunidades rurais de Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina.
É possível conhecer o roteiro em um dia?
Sim. Entretanto, para aproveitar as experiências com tranquilidade, recomendamos selecionar alguns pontos para um dia ou reservar dois dias para uma experiência mais completa.
Crianças podem aproveitar o roteiro?
Sim. Natureza, pesca, propriedades rurais e experiências culturais podem tornar o passeio interessante para famílias. É importante verificar diretamente com cada empreendimento as condições específicas de acesso e atividades.
É necessário agendamento?
Alguns estabelecimentos e experiências podem exigir agendamento. Por isso, é recomendável confirmar funcionamento e disponibilidade diretamente com cada local antes da visita.
Descubra os Encantos de Lacerdópolis
O Caminho Encantos de Lacerdópolis mostra que não é necessário viajar para grandes centros turísticos para encontrar experiências especiais.
Às vezes, elas estão em uma estrada do interior.
Em uma cantina familiar. Em um museu construído para preservar memórias. Em uma receita passada entre gerações. Em uma trilha. Em uma pescaria. Ou simplesmente diante de uma paisagem enquanto o sol desaparece atrás dos morros.
O roteiro transforma essas pequenas experiências em uma oportunidade de conhecer melhor Lacerdópolis e as pessoas que ajudaram a construir sua identidade.
E essa talvez seja a melhor maneira de conhecer o interior: não apenas passando por ele, mas vivendo um pouco de suas histórias, seus sabores e suas tradições.
Frei Crispim: Um Legado de Fé que Continua Vivo no Coração do Meio-Oeste Catarinense
Uma história que inspira gerações
Entre as inúmeras histórias que marcaram o desenvolvimento do Meio-Oeste Catarinense, poucas permanecem tão vivas quanto a de Frei Crispim.
Mesmo passadas mais de seis décadas de seu falecimento, sua missão continua inspirando milhares de pessoas que encontram, em sua trajetória, um exemplo de humildade, solidariedade, dedicação ao próximo e profunda fé cristã.
Sua ligação com a comunidade de Linha Sete, no município de Ouro (SC), transformou aquele pequeno distrito rural em um importante local de devoção, reflexão e turismo religioso em Santa Catarina.
Atualmente, todos os anos, milhares de fiéis visitam a comunidade para participar da tradicional Romaria de Frei Crispim, um dos mais importantes eventos religiosos da região.
Quem foi Frei Crispim?
Frei Crispim nasceu na comunidade de Vigorovéa, na Itália, em 12 de abril de 1899.
Seu nome de batismo era Leão Lourenço Baldo.
Mais tarde, ao ingressar na Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), recebeu o nome religioso de Frei Crispim de Vigorovéa, tornando-se conhecido também como Frei Crispim de Ouro, devido ao profundo vínculo construído com a região do município de Ouro, em Santa Catarina.
Inspirado pelos ensinamentos de São Francisco de Assis, dedicou sua vida ao serviço das comunidades mais simples, levando conforto espiritual, esperança e acolhimento às famílias do interior.
Sua atuação sempre foi marcada pela simplicidade, pela proximidade com o povo e pelo compromisso em servir antes de ser servido.
A chegada ao Meio-Oeste Catarinense
Ao chegar ao interior catarinense, Frei Crispim encontrou uma região formada por pequenas comunidades agrícolas, compostas principalmente por descendentes de imigrantes italianos.
Naquela época, as dificuldades de deslocamento eram grandes.
Mesmo assim, percorreu quilômetros por estradas de terra para visitar famílias, celebrar missas, administrar sacramentos e acompanhar comunidades que, muitas vezes, permaneciam meses sem a presença de um sacerdote.
Essa dedicação fez com que rapidamente conquistasse o respeito e o carinho da população.
Linha Sete: o lugar onde nasceu um legado
Embora tenha atuado em diferentes comunidades da região, foi em Linha Sete, no município de Ouro, que Frei Crispim deixou uma das marcas mais profundas de sua missão.
Ali, tornou-se uma referência espiritual para agricultores, crianças, idosos e famílias inteiras.
Além das celebrações religiosas, era conhecido por visitar enfermos, aconselhar casais, incentivar a educação dos jovens e fortalecer os valores da solidariedade e da convivência comunitária.
Sua presença era sinônimo de acolhimento.
Por isso, até hoje seu nome permanece fortemente ligado à história da comunidade.
Uma vida dedicada ao próximo
Quem conheceu Frei Crispim costumava destacar sua humildade.
Mesmo sendo uma autoridade religiosa, preferia viver de forma simples.
Conversava com todos.
Visitava propriedades rurais.
Compartilhava refeições com as famílias.
Rezava junto às pessoas.
Levava conforto aos doentes.
E nunca fazia distinção entre ricos e pobres.
Essa postura fez com que seu legado ultrapassasse os limites da Igreja e passasse a integrar a própria identidade cultural da região.
Seu falecimento e o nascimento de uma devoção
No dia 22 de agosto de 1963, Frei Crispim faleceu no então distrito de Santa Lúcia, pertencente ao município de Ouro (SC).
Sua morte causou grande comoção entre os moradores de toda a região.
Entretanto, sua história não terminou naquele momento.
Pelo contrário.
Sua memória permaneceu viva nas famílias que conviveram com ele e nas gerações seguintes, tornando-se um símbolo de fé, esperança e dedicação ao próximo.
A Romaria de Frei Crispim
Todos os anos, a comunidade de Linha Sete recebe milhares de romeiros vindos de diversas cidades de Santa Catarina e também de estados vizinhos.
A Romaria de Frei Crispim tornou-se um importante momento de oração, agradecimento e renovação da fé.
Durante o evento, os participantes celebram missas, realizam momentos de espiritualidade, cumprem promessas, fazem peregrinações e prestam homenagens ao religioso que marcou profundamente a história da região.
Mais do que uma celebração religiosa, a romaria fortalece os laços comunitários, preserva a memória de Frei Crispim e mantém viva uma tradição que atravessa gerações.
Além disso, movimenta o turismo religioso no município de Ouro, contribuindo para valorizar a cultura e a história do Meio-Oeste Catarinense.
Linha Sete: um destino de espiritualidade e natureza
Quem visita Linha Sete encontra muito mais do que um local de romaria.
A comunidade preserva o clima tranquilo típico do interior, cercado por áreas verdes, propriedades rurais e belas paisagens.
É um lugar ideal para quem procura silêncio, contemplação e contato com a natureza.
Essa combinação entre patrimônio religioso e ambiente rural faz da comunidade um destino especial para visitantes durante todo o ano.
Conheça a região e hospede-se no Refúgio Entre Rios
A poucos minutos de Linha Sete está localizado o Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis.
Nossa hospedagem oferece a oportunidade de conhecer a história de Frei Crispim e, ao mesmo tempo, viver dias de descanso em meio à natureza.
Depois de visitar a comunidade, você poderá aproveitar:
- Café Colonial preparado com produtos da propriedade.
- Trilhas em meio à mata.
- Lago para Pesca Esportiva e Pesque e Pague.
- Banho de riacho durante o verão.
- Silêncio, conforto e tranquilidade.
Assim, sua viagem une cultura, fé, história e bem-estar em uma única experiência.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Quem foi Frei Crispim?
Frei Crispim, nome religioso de Leão Lourenço Baldo, foi um frade franciscano nascido em 12 de abril de 1899, em Vigorovéa, Itália. Dedicou grande parte de sua vida às comunidades do Meio-Oeste Catarinense, especialmente em Ouro (SC).
Qual era o nome verdadeiro de Frei Crispim?
Seu nome de batismo era Leão Lourenço Baldo.
Quando Frei Crispim faleceu?
Frei Crispim faleceu em 22 de agosto de 1963, no então distrito de Santa Lúcia, município de Ouro, em Santa Catarina.
O que é a Romaria de Frei Crispim?
É uma celebração religiosa realizada anualmente em Linha Sete, reunindo milhares de romeiros para homenagear Frei Crispim por meio de missas, peregrinações, orações e momentos de espiritualidade.
Onde fica Linha Sete?
Linha Sete é uma comunidade rural do município de Ouro, no Meio-Oeste de Santa Catarina, próxima ao Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis.
Um legado que continua inspirando
Conhecer a história de Frei Crispim é compreender por que sua memória permanece tão presente no coração dos moradores do Meio-Oeste Catarinense.
Seu exemplo de humildade, serviço e amor ao próximo transformou vidas e continua inspirando milhares de pessoas que visitam Linha Sete todos os anos.
Se você deseja conhecer esse importante patrimônio religioso e cultural de Santa Catarina, aproveite para hospedar-se no Refúgio Entre Rios e descubra uma região onde história, espiritualidade e natureza convivem em perfeita harmonia.
História de Lacerdópolis: Uma Cidade Nascida do Trabalho, da Fé e da União de seu Povo
Conheça a história da cidade que hoje abriga o Refúgio Entre Rios
No coração do Meio-Oeste Catarinense, cercada por rios, áreas verdes e comunidades rurais, encontra-se Lacerdópolis, um município que preserva a essência do interior de Santa Catarina.
Hoje conhecida pela tranquilidade, pela hospitalidade de sua população e pela qualidade de vida, a cidade possui uma história construída com muito trabalho, coragem e espírito comunitário.
Entretanto, para compreender a identidade de Lacerdópolis, é preciso voltar no tempo, quando as primeiras famílias chegaram à região em busca de uma nova oportunidade de vida.
Quem visita o município encontra muito mais do que belas paisagens. Encontra uma comunidade que preserva suas tradições, valoriza a agricultura familiar e mantém viva a cultura herdada dos primeiros colonizadores.
Antes da colonização: os primeiros habitantes
Muito antes da chegada dos imigrantes europeus, toda a região do Vale do Rio do Peixe era ocupada pelos povos indígenas Kaingang.
Esses povos utilizavam as matas, os rios e os campos para caça, pesca e coleta de alimentos, vivendo em equilíbrio com a natureza durante séculos.
Além disso, deixaram importantes contribuições culturais que fazem parte da história do Meio-Oeste Catarinense.
Posteriormente, com a expansão da colonização, novas comunidades passaram a ocupar essas terras férteis.
A chegada dos primeiros colonizadores
No início do século XX, famílias descendentes principalmente de italianos começaram a chegar ao atual território de Lacerdópolis.
Vindos, em sua maioria, da Serra Gaúcha, esses pioneiros encontraram terras férteis, abundância de água e excelentes condições para desenvolver a agricultura.
Assim, iniciaram o cultivo de milho, feijão, trigo, além da criação de animais, atividades que passaram a sustentar a economia local durante muitas décadas.
Ao mesmo tempo, construíram pequenas comunidades baseadas na colaboração entre vizinhos, na religiosidade e no trabalho familiar.
Esses valores permanecem presentes na cultura lacerdopolitana até os dias atuais.
A influência da Estrada de Ferro
Assim como ocorreu em diversas cidades do Vale do Rio do Peixe, a construção da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande impulsionou o desenvolvimento econômico da região.
Embora Lacerdópolis não tenha surgido diretamente como uma estação ferroviária, a ferrovia facilitou o escoamento da produção agrícola e aproximou os produtores dos principais centros comerciais.
Como consequência, novas famílias chegaram ao município, fortalecendo ainda mais sua economia.
A origem do nome Lacerdópolis
O nome Lacerdópolis foi escolhido em homenagem ao ex-governador de Santa Catarina Jorge Lacerda, uma das figuras políticas mais importantes da história do Estado.
Após seu falecimento, a comunidade decidiu eternizar seu legado dando seu sobrenome ao novo município.
O sufixo “polis”, de origem grega, significa cidade.
Assim, Lacerdópolis pode ser interpretada como “Cidade de Lacerda”, uma homenagem àquele que teve importante participação no desenvolvimento catarinense.
A emancipação do município
Durante muitos anos, a comunidade pertenceu administrativamente ao município de Capinzal.
Entretanto, com o crescimento da população e da economia, surgiu o desejo de conquistar autonomia administrativa.
Esse objetivo foi alcançado em 11 de novembro de 1963, quando foi criada oficialmente a nova unidade municipal.
Poucos meses depois, em 3 de fevereiro de 1964, ocorreu a instalação oficial do município de Lacerdópolis.
A partir desse momento, iniciou-se uma nova etapa de desenvolvimento, marcada por investimentos em infraestrutura, educação, saúde e fortalecimento das comunidades rurais.
Agricultura: a base da economia
Desde sua origem, a agricultura ocupa posição de destaque na economia de Lacerdópolis.
Pequenas propriedades familiares produzem grãos, leite, carnes e diversos alimentos que movimentam a economia regional.
Além disso, o município tornou-se referência na produção agropecuária, contribuindo significativamente para o desenvolvimento do Meio-Oeste Catarinense.
Esse forte vínculo com o campo também ajudou a preservar tradições, costumes e uma forma de vida baseada na simplicidade e na valorização da família.
Lacerdópolis atualmente
Hoje, Lacerdópolis destaca-se pela excelente qualidade de vida, pela segurança e pelo forte espírito comunitário.
Embora seja uma cidade de pequeno porte, oferece infraestrutura, serviços públicos de qualidade e uma localização estratégica entre importantes destinos turísticos da região.
Além disso, está próxima de:
- Piratuba;
- Termas de Ouro;
- Termas Leonense;
- Treze Tílias;
- Joaçaba;
- Capinzal.
Essa localização privilegiada faz do município um excelente ponto de partida para conhecer o Meio-Oeste Catarinense.
O Refúgio Entre Rios e a essência de Lacerdópolis
Foi justamente nesse cenário de tranquilidade e natureza preservada que nasceu o Refúgio Entre Rios.
Mais do que uma hospedagem, o Refúgio representa a essência da cidade.
Aqui, o visitante encontra:
- O silêncio do interior;
- Um verdadeiro Café Colonial preparado com produtos da propriedade;
- Lago para Pesca Esportiva e Pesque e Pague;
- Trilhas em meio à natureza;
- Banho de riacho durante o verão;
- Hospitalidade típica das famílias do interior catarinense.
Assim, quem escolhe se hospedar no Refúgio também conhece um pouco da história e da cultura de Lacerdópolis.
Curiosidades sobre Lacerdópolis
A cidade homenageia um governador catarinense
O nome Lacerdópolis é uma homenagem ao ex-governador Jorge Lacerda.
A agricultura continua sendo uma das principais atividades econômicas
Mesmo com o crescimento do turismo regional, a agricultura familiar permanece como uma importante base econômica do município.
A cidade está localizada no Vale do Rio do Peixe
Essa região possui grande importância histórica para Santa Catarina, principalmente em razão da colonização e da Estrada de Ferro.
O Refúgio Entre Rios está localizado em Lacerdópolis
O município abriga uma das experiências de hospedagem mais exclusivas do Meio-Oeste Catarinense, unindo natureza, tranquilidade e turismo rural.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Onde fica Lacerdópolis?
Lacerdópolis está localizada no Meio-Oeste de Santa Catarina, próxima aos municípios de Capinzal, Ouro, Piratuba, Joaçaba e Treze Tílias.
Quem fundou Lacerdópolis?
A cidade foi formada por famílias de imigrantes, principalmente descendentes de italianos, que chegaram à região no início do século XX.
Qual a origem do nome Lacerdópolis?
O município recebeu esse nome em homenagem ao ex-governador catarinense Jorge Lacerda.
Quando Lacerdópolis foi emancipada?
A emancipação ocorreu em 11 de novembro de 1963, com instalação oficial do município em 3 de fevereiro de 1964.
O que fazer em Lacerdópolis?
Além de conhecer a cidade, o visitante pode aproveitar o Refúgio Entre Rios, realizar trilhas, pescar em nosso lago, visitar as Termas da região e explorar diversos atrativos turísticos do Meio-Oeste Catarinense.
Descubra uma cidade que preserva suas raízes
Conhecer a História de Lacerdópolis é compreender como uma pequena comunidade agrícola transformou-se em uma cidade acolhedora, organizada e profundamente ligada à natureza.
Ao visitar a região, aproveite para conhecer o Refúgio Entre Rios, onde a tranquilidade do campo, a hospitalidade do interior e as experiências em meio à natureza tornam cada hospedagem inesquecível.
Aqui, história, cultura e bem-estar caminham lado a lado.

Uma pequena cidade que conquistou o Brasil
Localizada no coração do Meio-Oeste Catarinense, Piratuba é hoje um dos destinos turísticos mais visitados de Santa Catarina. Famosa por suas águas termais, pela hospitalidade de seu povo e pelas belas paisagens do Vale do Rio do Peixe, a cidade recebe milhares de visitantes todos os anos.
Mas muito antes de se tornar referência em turismo, Piratuba era uma pequena comunidade formada por famílias de agricultores que buscavam construir uma nova vida no interior catarinense.
Conhecer a história de Piratuba é entender como trabalho, perseverança e uma descoberta inesperada transformaram completamente o destino da cidade.
Os primeiros habitantes da região
Muito antes da chegada dos colonizadores europeus, a região onde hoje está localizada Piratuba era ocupada pelos povos indígenas Kaingang, que utilizavam os rios, matas e campos para caça, pesca e coleta de alimentos.
Esses povos deixaram importantes contribuições para a história e para a identidade cultural do Meio-Oeste Catarinense.
A chegada da Estrada de Ferro
O verdadeiro desenvolvimento da região começou no início do século XX com a construção da Estrada de Ferro São Paulo – Rio Grande.
A ferrovia ligava importantes centros econômicos do Sul do Brasil e teve papel decisivo na ocupação do Vale do Rio do Peixe.
As estações ferroviárias deram origem a diversos povoados, facilitaram o transporte de pe
ssoas e mercadorias e estimularam a chegada de novas famílias à região.
Piratuba nasceu justamente ao redor dessa importante ferrovia.
Até hoje, a tradicional Maria Fumaça preserva parte dessa história e continua sendo um dos principais atrativos turísticos da cidade.
A colonização de Piratuba
A partir das primeiras décadas do século XX, diversas famílias descendentes de italianos, alemães e outros imigrantes europeus chegaram à região vindas principalmente do Rio Grande do Sul.
Esses colonizadores encontraram terras férteis, abundância de água e condições ideais para o desenvolvimento da agricultura e da pecuária.
Durante muitos anos, a economia local esteve baseada na produção agrícola, no cultivo de milho, feijão, trigo e na criação de animais.
As pequenas propriedades rurais moldaram a cultura da cidade, marcada pelo trabalho familiar, religiosidade e forte espírito comunitário.
A origem do nome Piratuba
O nome Piratuba tem origem na língua tupi-guarani.
É formado pela união das palavras:
- Pirá, que significa peixe;
- Tuba, que significa abundância ou grande quantidade.
O significado pode ser traduzido como:
“Lugar onde há muitos peixes.”
O nome faz referência à riqueza dos rios que cortam a região, especialmente o Rio do Peixe, um
dos principais cursos d’água do Meio-Oeste Catarinense.
Curiosamente, décadas depois, a cidade também se tornaria conhecida por outra riqueza natural: suas águas termais.
A descoberta que mudou a história da cidade
Até a década de 1960, Piratuba era uma pequena cidade essencialmente agrícola.
Tudo mudou em 1964, quando a Petrobras realizou uma perfuração em busca de petróleo.
O petróleo nunca foi encontrado.
Mas, a aproximadamente 674 metros de profundidade, surgiu uma fonte de água termomineral sulfurosa com temperatura natural de 38,6°C.
Essa descoberta transformou completamente o futuro da cidade.
Anos mais tarde seria criado o Parque Termal de Piratuba, responsável por impulsionar o turismo e gerar desenvolvimento econômico para toda a região.
Hoje, milhares de visitantes escolhem Piratuba para descansar, relaxar e aproveitar suas famosas águas termais.
Piratuba atualmente
Nas últimas décadas, Piratuba consolidou-se como um dos principais destinos turísticos do Sul do Brasil.
A cidade oferece excelente infraestrutura para receber visitantes durante todo o ano.
Entre seus principais atrativos estão:
- Parque de Águas Termais;
- Passeios de Maria Fumaça;
- Cicloturismo;
- Gastronomia típica italiana e alemã;
- Eventos culturais;
- Turismo rural;
- Paisagens do Vale do Rio do Peixe.
A combinação entre natureza, hospitalidade e qualidade de vida faz de Piratuba um destino ideal para casais, famílias e pessoas que buscam descanso.
Conheça também o Refúgio Entre Rios
Quem visita Piratuba encontra muito mais do que um parque termal.
A poucos quilômetros da cidade está localizado o Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis.
Nossa hospedagem permite que você aproveite o dia nas Termas de Piratuba e retorne para um ambiente cercado pela natureza, onde o silêncio, a tranquilidade e o conforto tornam sua viagem ainda mais especial.
Além da proximidade com Piratuba, o Refúgio oferece:
- Chalé exclusivo;
- Café Colonial preparado com produtos da propriedade;
- Lago para Pesca Esportiva e Pesque e Pague;
- Trilhas;
- Banho de riacho no verão;
- Contato direto com a natureza.
É a combinação perfeita entre lazer e descanso.
Curiosidades sobre Piratuba
A cidade nasceu por causa da ferrovia
O crescimento inicial de Piratuba aconteceu graças à construção da Estrada de Ferro São Paul
o – Rio Grande.
O nome significa “lugar com muitos peixes”
A origem indígena do nome faz referência à abundância de peixes encontrada na região.
As águas termais foram descobertas por acaso
A descoberta ocorreu durante uma perfuração realizada pela Petrobras em busca de petróleo.
Piratuba recebe visitantes durante todo o ano
As águas naturalmente aquecidas tornam o município um destino turístico para todas as estações.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Onde fica Piratuba?
Piratuba está localizada no Meio-Oeste de Santa Catarina, às margens do Vale do Rio do Peixe, próxima aos municípios de Ipira, Capinzal, Ouro e Lacerdópolis.
Qual é a origem do nome Piratuba?
O nome vem do tupi-guarani e significa “lugar onde há muitos peixes”, em referência à riqueza dos rios da região.
Quando Piratuba começou a crescer?
O desenvolvimento iniciou com a chegada da ferrovia no início do século XX e ganhou grande impulso após a descoberta das águas termais em 1964.
O que tornou Piratuba famosa?
A cidade tornou-se conhecida nacionalmente pelas águas termais descobertas durante uma perfuração da Petrobras, que deram origem ao Parque Termal de Piratuba.
Vale a pena conhecer Piratuba durante uma hospedagem no Refúgio Entre Rios?
Sim. A curta distância entre Lacerdópolis e Piratuba permite que o visitante aproveite um dia nas Termas e retorne ao Refúgio Entre Rios para descansar em meio à natureza.
Descubra Piratuba e viva uma experiência completa no Meio-Oeste Catarinense
Conhecer Piratuba é muito mais do que visitar um parque de águas termais.
É descobrir uma cidade construída pelo trabalho de seus colonizadores, pela força da agricultura e por uma descoberta que mudou para sempre sua história.
Durante sua viagem, aproveite para conhecer também o Refúgio Entre Rios.
Aqui, você encontrará o equilíbrio perfeito entre turismo, natureza, gastronomia e descanso, vivendo experiências que permanecerão para sempre na memória.
A descoberta que mudou o destino de uma cidade
Hoje, quando milhares de turistas visitam Piratuba para relaxar em suas famosas águas termais, poucos imaginam que tudo começou por causa de uma busca que não tinha qualquer relação com turismo.
Na década de 1960, técnicos da Petrobras chegaram ao interior de Santa Catarina com um objetivo bastante diferente: encontrar petróleo.
O petróleo nunca apareceu.
Mas o que surgiu do subsolo mudaria para sempre a história da região.
Daquela perfuração nasceu uma das maiores riquezas naturais do Meio-Oeste Catarinense e um dos destinos turísticos mais importantes do Sul do Brasil.
E quem escolhe se hospedar no Refúgio Entre Rios, localizado em Lacerdópolis, está a poucos quilômetros dessa história fascinante.
A chegada da Petrobras ao Meio-Oeste Catarinense
Durante os anos 1960, o Brasil investia intensamente na busca por novas reservas de petróleo.
Na época, estudos geológicos apontavam que algumas regiões do Sul do país poderiam apresentar potencial petrolífero.
Foi então que equipes da Petrobras iniciaram perfurações em diversos municípios brasileiros, incluindo Piratuba, uma pequena cidade catarinense conhecida apenas pela agricultura e pela pecuária.
O que ninguém imaginava era que aquela missão revelaria um tesouro completamente diferente.
A perfuração que surpreendeu os geólogos
Em 1964, após meses de trabalho, a perfuração atingiu aproximadamente 674 metros de profundidade.
Em vez do esperado petróleo, começou a jorrar uma grande quantidade de água cristalina.
Mas ela possuía uma característica muito especial.
A água emergia naturalmente a aproximadamente 38,6°C, mantendo temperatura constante durante todo o ano.
Além disso, tratava-se de uma água termomineral sulfurosa, rica em minerais provenientes das formações geológicas profundas da região.
Embora a exploração de petróleo tenha sido encerrada naquele ponto, a descoberta rapidamente despertou o interesse de pesquisadores e autoridades locais.
Nascia ali uma oportunidade completamente nova para Piratuba.
Uma riqueza escondida por milhões de anos
As águas termais encontradas em Piratuba permaneceram protegidas nas camadas profundas da Terra durante milhões de anos.
Ao infiltrar-se lentamente pelas rochas, a água absorveu minerais naturais e foi aquecida pelo gradiente geotérmico existente no interior do planeta.
Esse longo processo geológico deu origem às águas termais que hoje atraem visitantes de todo o Brasil.
Sua temperatura agradável permite o uso durante todas as estações do ano, tornando Piratuba um destino turístico tanto no inverno quanto no verão.
O nascimento do turismo termal
Durante alguns anos após a descoberta, diversos estudos avaliaram o potencial daquela fonte natural.
Percebeu-se rapidamente que as águas poderiam representar uma oportunidade econômica muito maior do que qualquer exploração petrolífera.
Em março de 1975, foi criada a Companhia Hidromineral de Piratuba, responsável pela administração e pelo desenvolvimento da exploração das águas termais.
A partir desse momento começaram os investimentos na infraestrutura turística.
Piscinas, balneários, hotéis, restaurantes e novos empreendimentos passaram a transformar completamente a economia do município.
Piratuba deixava de ser uma pequena cidade agrícola para tornar-se um dos principais polos turísticos de Santa Catarina.
O crescimento que transformou Piratuba
Nas décadas seguintes, o turismo tornou-se o principal motor econômico da cidade.
Famílias inteiras passaram a visitar Piratuba em busca de descanso, lazer e qualidade de vida.
Novos hotéis foram construídos.
O comércio se fortaleceu.
A gastronomia regional ganhou destaque.
Eventos passaram a integrar o calendário turístico.
Hoje, milhares de visitantes chegam todos os anos para aproveitar as águas naturalmente aquecidas e conhecer a hospitalidade característica do interior catarinense.
O município tornou-se referência nacional em turismo termal.
Muito além das águas termais
Embora o Parque Termal seja o principal atrativo da cidade, quem visita Piratuba encontra muito mais do que piscinas aquecidas.
Entre os destaques estão:
- Passeios de Maria Fumaça pela histórica ferrovia.
- Gastronomia típica italiana e alemã.
- Eventos culturais durante todo o ano.
- Paisagens do Vale do Rio do Peixe.
- Cicloturismo.
- Turismo rural.
- Feiras e festas tradicionais.
É justamente essa diversidade que faz com que muitos visitantes permaneçam vários dias na região.
O Refúgio Entre Rios: o complemento perfeito para sua viagem
Localizado em Lacerdópolis, o Refúgio Entre Rios está a aproximadamente 35 quilômetros das Termas de Piratuba, permitindo que nossos hóspedes aproveitem o melhor dos dois mundos.
Durante o dia, é possível relaxar nas águas termais de Piratuba.
Ao final da tarde, retornar para um ambiente cercado pela natureza, onde o silêncio, o canto dos pássaros e o conforto de um chalé exclusivo proporcionam uma experiência completamente diferente.
Enquanto Piratuba oferece lazer e diversão, o Refúgio Entre Rios oferece tranquilidade, privacidade e conexão com a natureza.
É uma combinação perfeita para casais, famílias e todos que desejam conhecer o melhor do Meio-Oeste Catarinense.
Curiosidades sobre as Águas Termais de Piratuba
A água realmente foi encontrada por acaso?
Sim. A descoberta aconteceu durante uma perfuração realizada pela Petrobras em busca de petróleo.
Qual a temperatura da água?
A água emerge naturalmente a aproximadamente 38,6°C, mantendo temperatura agradável durante todo o ano.
A água é natural?
Sim. Toda a água provém de um aquífero profundo, rico em minerais naturais.
Por que ela é considerada termal?
Porque sua temperatura é superior à temperatura média do ambiente e resulta do aquecimento natural nas profundezas da Terra.
Quantos anos tem essa descoberta?
A descoberta ocorreu em 1964, transformando completamente a história econômica e turística de Piratuba.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Como foram descobertas as águas termais de Piratuba?
As águas foram descobertas em 1964 durante uma perfuração realizada pela Petrobras em busca de petróleo. Em vez de petróleo, foi encontrada uma fonte de água termomineral sulfurosa a aproximadamente 674 metros de profundidade.
Qual é a temperatura das águas termais de Piratuba?
As águas emergem naturalmente com temperatura média de 38,6°C, permitindo seu uso durante todo o ano.
Quando surgiu o Parque Termal de Piratuba?
Após a descoberta das águas, foi criada, em março de 1975, a Companhia Hidromineral de Piratuba, responsável pelo desenvolvimento do complexo termal e pela expansão do turismo na cidade.
Qual a distância entre o Refúgio Entre Rios e as Termas de Piratuba?
O Refúgio Entre Rios está localizado a aproximadamente 35 quilômetros das Termas de Piratuba, um trajeto de cerca de 30 a 40 minutos de carro.
Vale a pena visitar Piratuba durante a hospedagem no Refúgio?
Sim. Muitos hóspedes aproveitam para passar o dia nas águas termais e retornam ao Refúgio Entre Rios para desfrutar de uma noite tranquila em meio à natureza, longe da movimentação urbana.
Descubra a região onde natureza, história e bem-estar se encontram
Conhecer as Termas de Piratuba é muito mais do que visitar um parque aquático. É descobrir como uma descoberta inesperada transformou uma pequena cidade do interior em um dos destinos turísticos mais importantes do Sul do Brasil.
E para tornar essa experiência ainda mais completa, hospede-se no Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis. Aqui, você encontrará o equilíbrio perfeito entre aventura, descanso e contato com a natureza.
Depois de um dia relaxando nas águas termais, permita-se viver o silêncio do campo, saborear um verdadeiro café colonial, caminhar pelas trilhas da propriedade e criar memórias inesquecíveis em um dos cenários mais acolhedores do Meio-Oeste Catarinense.
Conheça a história da terra que abriga o Refúgio Entre Rios
Localizada no Vale do Rio do Peixe, no Meio-Oeste de Santa Catarina, Lacerdópolis é uma cidade que carrega em sua essência a força dos pioneiros, a riqueza das tradições familiares e a tranquilidade típica do interior catarinense.
Quem visita o Refúgio Entre Rios encontra muito mais do que belas paisagens e momentos de descanso. Encontra uma região marcada pela história da colonização do Sul do Brasil, pela cultura dos imigrantes e pelo desenvolvimento construído através do trabalho e da dedicação de gerações.
Antes da colonização: a presença dos povos indígenas
Muito antes da chegada dos colonizadores, a região que hoje forma o município de Lacerdópolis era habitada pelos povos indígenas Kaingang, que viviam em harmonia com as matas, rios e campos do Vale do Rio do Peixe. Sua presença faz parte da história e da identidade cultural da região até os dias atuais.
A chegada dos colonizadores
O processo de ocupação do Meio-Oeste Catarinense ganhou força no início do século XX, impulsionado pela construção da estrada de ferro que ligava São Paulo ao Rio Grande do Sul. A ferrovia trouxe desenvolvimento, oportunidades e atraiu famílias em busca de novas terras para cultivar e construir suas vidas.
As terras férteis da região despertaram o interesse principalmente de imigrantes descendentes de italianos vindos da Serra Gaúcha, especialmente das colônias de Caxias do Sul e Bento Gonçalves. Esses pioneiros trouxeram consigo conhecimentos agrícolas, tradições familiares, religiosidade, gastronomia e uma forte cultura comunitária que ainda hoje caracteriza a região.
Foi nesse contexto que surgiram as primeiras comunidades que dariam origem ao atual município de Lacerdópolis.
A origem do nome Lacerdópolis
Em 1961, a então vila foi elevada à categoria de distrito do município de Capinzal, recebendo o nome de Lacerdópolis em homenagem ao ex-governador catarinense Jorge Lacerda, uma das figuras políticas mais importantes da história de Santa Catarina.
Poucos anos depois, em 11 de novembro de 1963, o distrito conquistou sua emancipação político-administrativa. A instalação oficial do município ocorreu em 3 de fevereiro de 1964, marcando o início de uma nova etapa de desenvolvimento para a comunidade local.
Agricultura, tradição e desenvolvimento
Ao longo das décadas, Lacerdópolis consolidou sua economia principalmente através da agricultura, da pecuária e do empreendedorismo de pequenas e médias empresas familiares.
O espírito cooperativo dos moradores ajudou a construir uma cidade organizada, acolhedora e com elevada qualidade de vida. A valorização das famílias, das tradições religiosas e dos costumes herdados dos imigrantes continua presente no cotidiano da população.
É justamente essa essência que encanta quem visita a região: a simplicidade, a hospitalidade e o modo de vida tranquilo que ainda preserva valores cada vez mais raros nos grandes centros urbanos.
Lacerdópolis nos dias atuais
Hoje, Lacerdópolis é reconhecida como um dos destinos mais acolhedores do Meio-Oeste Catarinense. Cercada por belas paisagens rurais, rios, áreas verdes e atrativos turísticos regionais, a cidade oferece aos visitantes uma experiência autêntica do interior de Santa Catarina.
Sua localização privilegiada permite fácil acesso a importantes destinos turísticos da região, como as Termas de Piratuba, Termas de Ouro, Termas Leonense, Treze Tílias, Joaçaba e diversos roteiros de turismo religioso e rural.
Além disso, o município mantém viva sua identidade cultural por meio de festas comunitárias, gastronomia típica, celebrações religiosas e do forte vínculo entre as famílias que ajudaram a construir sua história.
O Refúgio Entre Rios e a essência de Lacerdópolis
O Refúgio Entre Rios nasceu inspirado nos mesmos valores que moldaram a história de Lacerdópolis: acolhimento, simplicidade, respeito à natureza e valorização das tradições.
Hospedar-se aqui é viver a experiência do interior catarinense em sua forma mais genuína. É acordar ao som dos pássaros, apreciar um verdadeiro café colonial produzido na propriedade, contemplar a tranquilidade do campo e conhecer uma região construída por pessoas que transformaram trabalho e dedicação em legado.
Mais do que um destino turístico, Lacerdópolis é um convite para desacelerar, reconectar-se com a natureza e descobrir a beleza das pequenas coisas que fazem a vida ser especial.


