Todos os anos, o Dia das Crianças transforma o 12 de outubro em uma data marcada por presentes, brincadeiras e momentos em família. No entanto, você sabe como surgiu o Dia das Crianças no Brasil e por que ele é comemorado justamente nessa data?

A história começou há mais de 100 anos e, curiosamente, nasceu com um significado que vai muito além dos brinquedos.

Conhecer essa origem também nos faz refletir sobre a infância atual. Afinal, em um mundo cada vez mais conectado às telas, alguns dos melhores presentes que podemos oferecer às crianças talvez sejam justamente tempo, atenção, natureza e boas histórias para guardar na memória.

Como surgiu o Dia das Crianças no Brasil?

A história do Dia das Crianças no Brasil remonta à década de 1920.

Em 1924, o então presidente Arthur Bernardes sancionou o Decreto nº 4.867, estabelecendo o dia 12 de outubro como a “Festa da Criança” em todo o território nacional.

A iniciativa teve participação do deputado federal Galdino do Valle Filho e surgiu em um período de importantes discussões sobre a infância no país.

Naquela época, o Brasil vivia uma realidade bastante diferente da atual. Muitas crianças, sobretudo as mais pobres, não frequentavam a escola e começavam a trabalhar ainda muito jovens.

Por isso, as discussões relacionadas à criação da data envolviam temas como educação, saúde, proteção e bem-estar das crianças. Portanto, a origem da comemoração estava muito mais ligada à valorização e à proteção da infância do que ao hábito de comprar presentes.

Por que o Dia das Crianças é comemorado em 12 de outubro?

A escolha do 12 de outubro como Dia das Crianças está relacionada às discussões sobre proteção à infância realizadas no Brasil no início da década de 1920.

Naquele período, encontros reuniram especialistas e autoridades para debater as condições de vida das crianças e a necessidade de políticas voltadas à infância.

Posteriormente, surgiu a proposta de instituir oficialmente uma data dedicada às crianças brasileiras. Assim, em 5 de novembro de 1924, o Decreto nº 4.867 oficializou o 12 de outubro como Festa da Criança.

Curiosamente, naquele momento, a comemoração tinha pouco a ver com brinquedos ou consumo. Esse comportamento se tornaria popular somente algumas décadas mais tarde.

Quando os brinquedos passaram a fazer parte do Dia das Crianças?

A relação entre Dia das Crianças, brinquedos e presentes ganhou força posteriormente, sobretudo a partir de campanhas comerciais realizadas em meados do século XX.

A partir dos anos 1950, campanhas publicitárias da indústria ajudaram a popularizar a comemoração e, consequentemente, estimularam o costume de presentear as crianças.

Com o passar dos anos, o 12 de outubro se consolidou como uma das principais datas do calendário comercial brasileiro.

Entretanto, conhecer a história do Dia das Crianças permite recuperar um significado ainda mais importante. Afinal, antes de ser sobre presentes, a data é uma oportunidade para valorizar a infância.

Qual é o melhor presente para uma criança?

Um brinquedo pode proporcionar alegria e fazer parte de uma infância feliz. Porém, algumas das lembranças mais importantes dessa fase não vêm dentro de uma embalagem.

Muitas vezes, são os momentos mais simples que permanecem.

Aprender alguma coisa com os pais, brincar até esquecer do horário, correr na grama ou colocar os pés na água podem se transformar em lembranças para a vida inteira.

Da mesma forma, uma pescaria com a família, uma história contada pelos avós ou uma tarde observando a natureza podem ganhar um significado que somente percebemos muitos anos depois.

Por isso, além dos presentes materiais, oferecer tempo e presença também pode ser uma maneira especial de comemorar o Dia das Crianças.

Crianças, natureza e novas descobertas

O contato com a natureza oferece inúmeras possibilidades de descoberta durante a infância.

Para uma criança, por exemplo, uma pequena trilha pode se transformar em uma grande aventura. Da mesma maneira, uma árvore pode virar ponto de observação, enquanto um riacho pode despertar curiosidade e uma pescaria pode ensinar sobre paciência.

Além disso, uma caminhada em família cria oportunidades para conversar, brincar e descobrir coisas novas juntos.

Consequentemente, a natureza estimula a criança a observar, experimentar, imaginar e descobrir o mundo ao seu redor.

E não é necessário organizar uma programação complicada para que isso aconteça. Muitas vezes, basta proporcionar espaço, liberdade e tempo para que a infância aconteça naturalmente.

Menos telas, mais histórias para contar

Celulares, videogames, televisão e internet fazem parte da realidade das novas gerações. Além de proporcionarem entretenimento, essas tecnologias também podem oferecer conhecimento e conexão.

Portanto, a questão não precisa ser simplesmente eliminar as telas.

Por outro lado, é importante lembrar que existe um mundo inteiro fora delas esperando para ser descoberto.

Sentir a terra, ouvir os pássaros, molhar os pés na água e observar as estrelas são experiências simples. No entanto, quando compartilhadas em família, elas podem se transformar em lembranças muito especiais.

Da mesma forma, conversar, brincar e rir juntos fortalece vínculos que nenhuma tecnologia consegue substituir.

Afinal, algumas experiências não precisam de Wi-Fi para permanecer conectadas à nossa memória.

Um Dia das Crianças em família e perto da natureza

No Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis, acreditamos que algumas das melhores experiências são justamente as mais simples.

O contato com a natureza, o silêncio do interior, uma caminhada, a pesca e uma refeição preparada em família podem transformar pequenos momentos em grandes lembranças.

Além disso, estar perto da natureza permite que as crianças façam novas descobertas enquanto os adultos também diminuem um pouco o ritmo.

Assim, uma estadia em família pode se tornar uma oportunidade para deixar a rotina de lado e dedicar mais atenção uns aos outros.

Em outras palavras, é uma maneira de trocar a pressa pela presença.

Dia das Crianças na natureza: uma experiência diferente

Para as famílias que procuram o que fazer no Dia das Crianças em Santa Catarina, passar alguns dias no interior pode ser uma alternativa diferente dos programas tradicionais.

Em vez de uma agenda cheia, a proposta pode ser justamente diminuir o ritmo.

No Refúgio Entre Rios, as famílias encontram um ambiente cercado pela natureza, onde é possível aproveitar momentos juntos, pescar, caminhar e curtir a tranquilidade do interior.

Além disso, a localização em Lacerdópolis, no Meio-Oeste de Santa Catarina, permite combinar a hospedagem com outros passeios e atrativos da região.

Dessa forma, o feriado pode se transformar não apenas em uma viagem, mas em uma oportunidade de criar novas histórias em família.

Neste 12 de outubro, experimente oferecer algo diferente

O Dia das Crianças continuará sendo uma ocasião especial para entregar aquele brinquedo tão esperado. Entretanto, ele também pode ser uma oportunidade para oferecer algo que nenhuma loja consegue colocar em uma caixa: presença.

Reserve um tempo para brincar, faça um passeio ou ensine algo que você também aprendeu quando era criança. Além disso, conte histórias, conheça um lugar novo ou simplesmente passe algumas horas em contato com a natureza.

Fotografe esses momentos, mas, de vez em quando, deixe também o celular de lado e aproveite o que está acontecendo diante de você.

Afinal, brinquedos podem ser esquecidos. As histórias vividas em família permanecem.

Neste Dia das Crianças, nosso convite é simples:

Dê menos pressa e mais presença. Menos telas e mais descobertas. Menos coisas e mais histórias para lembrar.

Viva o Dia das Crianças no Refúgio Entre Rios

Que tal transformar o Dia das Crianças em uma experiência diferente para toda a família?

No Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis (SC), natureza, pesca, tranquilidade e tempo em família fazem parte da experiência.

Mais do que preencher o dia com atividades, a proposta é criar espaço para aquilo que muitas vezes falta durante o ano: tempo de verdade juntos.

Consulte as datas disponíveis e reserve sua estadia no Refúgio Entre Rios.

Neste 12 de outubro, talvez o melhor presente não esteja dentro de uma caixa.

Talvez seja uma história que seus filhos ainda contarão daqui a muitos anos.

Feliz Dia das Crianças!

Refúgio Entre Rios
Natureza, tranquilidade e momentos para guardar na memória.

Frei Crispim: Um Legado de Fé que Continua Vivo no Coração do Meio-Oeste Catarinense

Uma história que inspira gerações

Entre as inúmeras histórias que marcaram o desenvolvimento do Meio-Oeste Catarinense, poucas permanecem tão vivas quanto a de Frei Crispim.

Mesmo passadas mais de seis décadas de seu falecimento, sua missão continua inspirando milhares de pessoas que encontram, em sua trajetória, um exemplo de humildade, solidariedade, dedicação ao próximo e profunda fé cristã.

Sua ligação com a comunidade de Linha Sete, no município de Ouro (SC), transformou aquele pequeno distrito rural em um importante local de devoção, reflexão e turismo religioso em Santa Catarina.

Atualmente, todos os anos, milhares de fiéis visitam a comunidade para participar da tradicional Romaria de Frei Crispim, um dos mais importantes eventos religiosos da região.


Quem foi Frei Crispim?

Frei Crispim nasceu na comunidade de Vigorovéa, na Itália, em 12 de abril de 1899.

Seu nome de batismo era Leão Lourenço Baldo.

Mais tarde, ao ingressar na Ordem dos Frades Menores (Franciscanos), recebeu o nome religioso de Frei Crispim de Vigorovéa, tornando-se conhecido também como Frei Crispim de Ouro, devido ao profundo vínculo construído com a região do município de Ouro, em Santa Catarina.

Inspirado pelos ensinamentos de São Francisco de Assis, dedicou sua vida ao serviço das comunidades mais simples, levando conforto espiritual, esperança e acolhimento às famílias do interior.

Sua atuação sempre foi marcada pela simplicidade, pela proximidade com o povo e pelo compromisso em servir antes de ser servido.


A chegada ao Meio-Oeste Catarinense

Ao chegar ao interior catarinense, Frei Crispim encontrou uma região formada por pequenas comunidades agrícolas, compostas principalmente por descendentes de imigrantes italianos.

Naquela época, as dificuldades de deslocamento eram grandes.

Mesmo assim, percorreu quilômetros por estradas de terra para visitar famílias, celebrar missas, administrar sacramentos e acompanhar comunidades que, muitas vezes, permaneciam meses sem a presença de um sacerdote.

Essa dedicação fez com que rapidamente conquistasse o respeito e o carinho da população.


Linha Sete: o lugar onde nasceu um legado

Embora tenha atuado em diferentes comunidades da região, foi em Linha Sete, no município de Ouro, que Frei Crispim deixou uma das marcas mais profundas de sua missão.

Ali, tornou-se uma referência espiritual para agricultores, crianças, idosos e famílias inteiras.

Além das celebrações religiosas, era conhecido por visitar enfermos, aconselhar casais, incentivar a educação dos jovens e fortalecer os valores da solidariedade e da convivência comunitária.

Sua presença era sinônimo de acolhimento.

Por isso, até hoje seu nome permanece fortemente ligado à história da comunidade.


Uma vida dedicada ao próximo

Quem conheceu Frei Crispim costumava destacar sua humildade.

Mesmo sendo uma autoridade religiosa, preferia viver de forma simples.

Conversava com todos.

Visitava propriedades rurais.

Compartilhava refeições com as famílias.

Rezava junto às pessoas.

Levava conforto aos doentes.

E nunca fazia distinção entre ricos e pobres.

Essa postura fez com que seu legado ultrapassasse os limites da Igreja e passasse a integrar a própria identidade cultural da região.


Seu falecimento e o nascimento de uma devoção

No dia 22 de agosto de 1963, Frei Crispim faleceu no então distrito de Santa Lúcia, pertencente ao município de Ouro (SC).

Sua morte causou grande comoção entre os moradores de toda a região.

Entretanto, sua história não terminou naquele momento.

Pelo contrário.

Sua memória permaneceu viva nas famílias que conviveram com ele e nas gerações seguintes, tornando-se um símbolo de fé, esperança e dedicação ao próximo.


A Romaria de Frei Crispim

Todos os anos, a comunidade de Linha Sete recebe milhares de romeiros vindos de diversas cidades de Santa Catarina e também de estados vizinhos.

A Romaria de Frei Crispim tornou-se um importante momento de oração, agradecimento e renovação da fé.

Durante o evento, os participantes celebram missas, realizam momentos de espiritualidade, cumprem promessas, fazem peregrinações e prestam homenagens ao religioso que marcou profundamente a história da região.

Mais do que uma celebração religiosa, a romaria fortalece os laços comunitários, preserva a memória de Frei Crispim e mantém viva uma tradição que atravessa gerações.

Além disso, movimenta o turismo religioso no município de Ouro, contribuindo para valorizar a cultura e a história do Meio-Oeste Catarinense.


Linha Sete: um destino de espiritualidade e natureza

Quem visita Linha Sete encontra muito mais do que um local de romaria.

A comunidade preserva o clima tranquilo típico do interior, cercado por áreas verdes, propriedades rurais e belas paisagens.

É um lugar ideal para quem procura silêncio, contemplação e contato com a natureza.

Essa combinação entre patrimônio religioso e ambiente rural faz da comunidade um destino especial para visitantes durante todo o ano.


Conheça a região e hospede-se no Refúgio Entre Rios

A poucos minutos de Linha Sete está localizado o Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis.

Nossa hospedagem oferece a oportunidade de conhecer a história de Frei Crispim e, ao mesmo tempo, viver dias de descanso em meio à natureza.

Depois de visitar a comunidade, você poderá aproveitar:

Assim, sua viagem une cultura, fé, história e bem-estar em uma única experiência.


Perguntas Frequentes (FAQ)

Quem foi Frei Crispim?

Frei Crispim, nome religioso de Leão Lourenço Baldo, foi um frade franciscano nascido em 12 de abril de 1899, em Vigorovéa, Itália. Dedicou grande parte de sua vida às comunidades do Meio-Oeste Catarinense, especialmente em Ouro (SC).


Qual era o nome verdadeiro de Frei Crispim?

Seu nome de batismo era Leão Lourenço Baldo.


Quando Frei Crispim faleceu?

Frei Crispim faleceu em 22 de agosto de 1963, no então distrito de Santa Lúcia, município de Ouro, em Santa Catarina.


O que é a Romaria de Frei Crispim?

É uma celebração religiosa realizada anualmente em Linha Sete, reunindo milhares de romeiros para homenagear Frei Crispim por meio de missas, peregrinações, orações e momentos de espiritualidade.


Onde fica Linha Sete?

Linha Sete é uma comunidade rural do município de Ouro, no Meio-Oeste de Santa Catarina, próxima ao Refúgio Entre Rios, em Lacerdópolis.


Um legado que continua inspirando

Conhecer a história de Frei Crispim é compreender por que sua memória permanece tão presente no coração dos moradores do Meio-Oeste Catarinense.

Seu exemplo de humildade, serviço e amor ao próximo transformou vidas e continua inspirando milhares de pessoas que visitam Linha Sete todos os anos.

Se você deseja conhecer esse importante patrimônio religioso e cultural de Santa Catarina, aproveite para hospedar-se no Refúgio Entre Rios e descubra uma região onde história, espiritualidade e natureza convivem em perfeita harmonia.

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